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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A luz do amor

"Je suis Charlie." De tempos em tempos acompanhamos pelo noticiário a Jihad (Guerra Santa), atentados de grupos fundamentalistas islâmicos em diversos países do planeta, bem como a eterna disputa entre muçulmanos e judeus, envolvendo discussões sobre a quem pertence Jerusalém. Cristãos, Judeus e Muçulmanos, lutando, matando e trucidando ao longo das décadas em nome de Deus, Javé e Allá.

Impossível definir pelo curso da história quem foi o mais cruel. Crueldade que se agrava na medida em que cada um possui o seu livro sagrado (Evangelho, Torá e Alcorão), que se seguissem em espírito a mensagem de amor ao próximo contida em cada um deles, seriam, sob muitos aspectos, bem diferentes na prática de seus atos.

As demandas religiosas não param por aí. Aqui em nosso país, "Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho" (título de um livro ditado pelo espírito de Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB, que faz uma síntese da História do Brasil, e dos trabalhos espirituais de Jesus e seus colaboradores para transformar o Brasil num centro de luz para todo o planeta), estamos cansados de presenciar a discriminação religiosa contra as religiões de origem africana.

Diante deste quadro, surge a pergunta: "Qual é a melhor religião?" Bem, melhor tocar a bola...

"Que a paz de Jesus encontre morada em todos os coraçõezados de meus fios.

Boa pergunta. Será que quando a gente morre alguém pergunta pra nóis qual o nosso time de futebol, nossa profissão, nossa raça? E nossa religião? Será que isso importa?

Religião é caminho. E todos os caminhos que levam a Deus passam por Nosso Sinhô.

Jesus em sua infinita misericórdia não diferencia umbandistas, espíritas, católicos, evangélicos, islâmicos, judeus... As religiões são espécies de um único gênero: o amor.

O objetivo de uma religião é o amor. Pra que os fiinhos de Deus se tornem pessoas melhores.

Se o fio tiver dúvida sobre qual religião seguir, siga a religião do amor. Seus adeptos semeiam bondade, brandura, tolerância e paciência. Seu fundamento é a Fé. Sua busca é pela paz interior e pela consciência tranquila. Seu ritual é a prática da caridade, o amor a si mesmo e ao próximo.

Assim, o fio estará irradiando uma luz que vem de dentro e se espalhará por meio de ações e palavras, de sentimentos e pensamentos.

Um fio sem amor é escravo de suas imperfeições. Semeando o amor, o fios estarão regando a sementinha divina que existe dentro de cada um, porque todos somos fiinhos de Deus, de Allá ou de qualquer outro nomado que vosmicês queiram dar ao Pai Maior.

Não é a religião que faz o fio feliz, mas sim o amor, a vida em sintonia com a prática do bem. A meta é o aperfeiçoamento moral e espiritual. A meta é "ser melhor".

Porque quando a gente morre meus fios....o que importa é a luz que irradiamos. 

A luz do amor.

Um abraço de bom coração, desse preto chamado João, um trabaiador de Aruanda e aprendiz de Cristo Jesus."  

Pai João costuma dizer que aqui na Terra (na vida material) deveríamos ter menos "ismos" (cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo, etc...) e mais, muito mais amor.
   




      

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O aprendiz da vida e o burro

Amigo leitor,

Ler sempre foi uma atividade normal em minha vida, desde os gibis da Turma da Mônica, dos heróis da Marvel e Pato Donald, passando pelos livros da Coleção Vaga Lume e evoluindo para Agatha Christie, Sidney Sheldon e Ken Follet. 

Com o passar dos anos, chegou a poesia e tomou conta das minhas horas vagas, quando Mário Quintana, Manoel de Barros, Cecília Meirelles e Rubem Alves passaram a me fazer companhia. E como a vida pede risadas, nunca dispensei as crônicas do Veríssimo.

Num dado momento, veio a necessidade de escrever. Nos anos de 2012 e 2013, produzi muitos textos, alternando crônicas e poemas, muitos publicados no meu blog "No Alto da Montanha", uma brincadeira, onde compartilho até hoje, com amigos e familiares, meus "devaneios literários".

Escrever se tornou, então, uma terapia saudável. 

A literatura espírita, contudo, sempre ocupou o seu lugar nas prateleiras da minha estante. Tudo começou com "Nosso Lar", presente de aniversário que ganhei de meu pai quando completei 15 anos. 

Depois de vários livros espíritas e umbandistas, eis que surge a intuição de escrever também sobre espiritualismo. Intuição esta que vem de um velhinho, "negro feito a noite sem estrela", que me acompanha, me guia e me protege há mais tempo do que imagino.

Resisti a ideia o quanto pude. Não me sentia e nem me sinto com capacidade para tal tarefa. Depois de muito discutirmos o assunto (sim, nós brigamos muito), resolvi, como sempre, ceder. Ele deu sua gargalhada habitual e disse: "Vai ser fácil, viu fio, é só fazer o simples, num carece de complicar. Nego véio ajuda."

Então tá. Espero que ele ajude mesmo. Afinal, se ele costuma dizer que é um "eterno aprendiz da vida", eu sou só o burro...

E que Oxalá nos abençoe a todos!